Bairro do Brás

 

Conheça o Bairro do Brás

Da fé ao café, do desenvolvimento à degradação

 

 

O bairro do Brás é um exemplo de crescimento, fé e trabalho, hoje vítima do abandono e da degradação

Um dos bairros mais tradicionais de São Paulo se desenvolveu depois da chegada dos imigrantes a São Paulo. Facilidade de transportes foi determinante, mas saída das indústrias deixou rastros de abandonos.

Orgulho e tristeza

Orgulho por pensar que as edificações mais importantes da industrialização paulista, que as atividades econômicas que ajudaram a alavancar o crescimento da cidade e que o encontro de várias culturas e povos tiveram o Brás como um dos principais palcos.
A tristeza vem só por olhar ao redor. Hoje boa parte do Brás está degradada.
Fezes de mendigos nas ruas, o comércio informal, atividades ilegais, tráfico de drogas, roubos e furtos, prédios descaracterizados e caindo aos pedaços, prostituição, má condição das vias.

 

Bairro da ilegalidade

Camelos, ônibus glandestinos, venda e consumo de drogas, escravidão de  imigrantes latinos, etc.

Andar pelas ruas do Brás não dá sensação de segurança.

Uma dívida Moral

São Paulo deve muito ao Brás e esta dívida não está sendo paga. Não é necessário ser especialista em segurança, transportes, mercado informal ou urbanismo para perceber que a região precisa ser ressuscitada.

 

Um encontro de culturas e o início de uma nova vida.
 

Muitos imigrantes vieram ao Brasil nesta época para trabalharem nas lavouras do Café. Quando desembarcavam dos navios, após meses de viagem, no Porto de Santos seguiam para a Capital, onde eram recrutados para as lavouras no interior.

O ponto de parada destes imigrantes, principalmente italianos era o Brás.

As necessidades econômicas

Com o advento da abolição da escravatura em 13 de maio de 1888, os cafeicultores já viam a necessidade de outro tipo de mão de obra, pois a mão de obra dos negros já não comporava a demanda de produção e vendas do café.
A Hospedaria dos Imigrantes foi responsável por vender o sonho das Américas a mais de 3 milhões de pessoas nascidas em outros países, de cerca de 60 nacionalidades diferentes.

Por que no Brás

Ocorre  que muitos  imigrantes, apesar de virem inicialmente para trabalhar com o café, ficavam pela Capital mesmo, no próprio bairro do Brás, onde trabalhavam e formavam pequenas indústrias e negócios às margens das linhas dos trens. (Santos – Jundiaí e Estrada de Ferro Central do Brasil).

A troca de gentiliezas entre as culturas


Os antigos moradores dos arredores das duas estações do Brás, aprendiam com a garra e a vontade de crescer e prosperar dos imigrantes. E os imigrantes aprendiam com os mais antigos da região, os hábitos, costumes da São Paulo do século XIX e com o estilo de vida batalhador mas compassado que valorizava um viver simples, a família e a fé.

Um pedacinho da Europa

Eles traziam a cultura urbana e econômica de manufatura da Europa, onde a Revolução Industrial já tinha se alastrado.
Essa cultura com a dos moradores locais deu uma característica única o bairro do Brás.
Era como se o local fosse um pedacinho da Europa, em especial, da Itália, mas com vários brasileiros.

Moços brasileiros x moços italianos

Havia uma rivalidade entre os moços brasileiros e italianos pelas jovens.
Em registros antigos sobre a história do Brás foi encontrada a letra de uma espécie de marchinha cantada por nacionalistas brasileiros:

Carcamano, pé de chumbo,
Calcanhar de frigideira.
Quem te deu atrevimento
De casar com brasileira?

Consequência da seca no nordeste

Nos anos de 1940 e 1952, o Nordeste Brasileiro foi atingido por  enormes secas e muitos habitantes da região vieram para São Paulo e se estabeleceram na região do Brás.
Nesta época, por dia chegavam mais de 1100 nordestinos pela Estação Rossevelt da Central do Brasil.
O bairro deixava de ser tipicamente italiano e começou a ser marcado pela cultura nordestina que hoje predomina no Brás.

O reduto de italianos conheceu o crescimento desordenado e a decadência. saída das indústrias deixou rastros de abandonos.

 Na década de 70, com a construção das estações Brás, Pedro 2º e Bresser do Metrô, centenas de casas foram desapropriadas e milhares de pessoas perderam suas casas. Hoje, as ruas do bairros são sinônimo de comércio popular.

Atualmente é um distrito essencialmente voltado à indústria e ao comércio de confecções, com forte presença de elementos das comunidades coreana e boliviana. A presença de um comércio de características populares também é grande, especialmente nas avenidas Rangel Pestana e Celso Garcia, por serem tradicionais vias de passagem de moradores da zona Leste que trabalham no centro da cidade.

Tornou-se no início do século XX uma referência de bairro da comunidade italiana (comemoração das festas de Nossa Senhora de Casaluce e São Vito), e da comunidade grega (com a Igreja Ortodoxa Grega), comunidade armênia, com forte presença de indústrias (especialmente próximo às ferrovias) e madeireiras (região da rua do Gasômetro).

O nome Brás, teve origem do proprietário das terras onde se formou, que se chamava José Brás, que se tornou um benemérito.

O Bairro Brás desenvolveu-se em torno da igreja de Bom Jesus do Brás, e era, até o início do século XX, dividido em dois bairros distintos: Brás (mais próximo ao que hoje é o centro de São Paulo), e Marco (abreviatura de Marco de Meia Légua), que ficava na região onde hoje existe a estação Bresser-Mooca do metrô.

O IDH da região é 0,868, considerado elevado e maior que a média da cidade, do estado e do país.

O IDH (Indice de Desenvolvimento Humano) foi criado para medir o nível de desenvolvimento humano dos países a partir de indicadores de educação, longevidade e renda.

 Seus valores variam de 0 a 1.

até 0,499 (baixo)

entre 0,500 e 0,799 (médio)

maiores que 0,800 (alto)

 

  • 55 Ruas Comerciais
  • 5.000 lojas
  • 4.000 confeccionistas
  • 150.000 empregos diretos
  • 300.000 empregos indiretos
  • Circulação Diária Média de 300.000 pessoas
  • Pico de circulação diária de 1 milhão de pessoas
  • Número de ônibus fretados = 300/dia (chegando a 600/dia em datas comemorativas)
  • Faturamento Anual Estimado: R$ 10.500.000.000,00 (10 Bi)


Perfil das Empresas
– Confecções, Lojas de Atacado e Varejo
– Produtos: Roupas e Acessórios da Moda (Feminina, Masculina e Infântil)
– Porte: Pequeno, médio ou grande porte (10 até 800 funcionários)

Perfil das Lojas
– A maioria das lojas funciona como centro de distribuição para suas próprias indústrias de confecções.

Perfil Industrial do BRÁS
Produção e Confecções Têxteis em geral
– Jeans
– Moda Infanto-juvenil
– Moda Masculina
– Moda Feminina
– Moda Praia
– Lingerie
– Cama, Mesa e Banho
– Enxoval e RNs

Maior produtor e exportador de Jeans da América Latina
– 10 milhões de calças jeans produzidas por mês.
– 1,2 milhões de calças jeans exportadas por mês (para: países da América do Sul, Espanha, U.S.A., México, Canadá, Itália).

Distritos

Área (km²)

População (1996)

População (2000)

População (2010)

Densidade Demográfica (Hab/km²)

Brás

3.61

28,699

25,230

29.265

6,078.79

Sub prefeitura da Mooca

 

65% de católicos