19.06.2019 – Termina o tempo pascal…

19.06.2019 – Termina o tempo pascal…

          Os tempos litúrgicos na Igreja nos renovam na vida de fé e nos abrem a diferentes perspectivas de prática cotidiana. Cada tempo litúrgico é rico na sua particularidade e nos convida a viver aspectos importantes das virtudes.

          O tempo pascal, por exemplo, é o tempo da alegria e da renovação da esperança na vida. Tempo em que a liturgia da Palavra reforça a nossa fé no ressuscitado nos mostrando que “Ele está no meio de nós”. As diversas leituras aquecem o nosso coração e motivam a nossa fé nos indicando o testemunho das comunidades das origens. Essas comunidades são exemplos para os nossos dias. São Possibilidades que temos de nos enxergarmos nelas e reascendermos a chama do Espírito presente em nós pelo Batismo.

          O medo e a insegurança presentes nas comunidades das origens, e a superação dos mesmos pela ação do ressuscitado através do seu espírito, nos confortam. O que podemos atualizar em nossas comunidades a partir dessas experiências? Considero importantes dois aspectos:

a. A atualidade urbana nos assusta com seus desafios e nos impõe medos diversos. Como superá-los? Ao invés de nos trancarmos, devemos fazer a experiência da acolhida e da ida ao encontro dos que nos interpelam o anúncio do Evangelho. “O Espírito é vento incessante” e como tal não deixa permanecermos trancados e nem isolados. O Espírito nos quer juntos e misturados como fermento, sal e luz atuando nas mais diversas oportunidades diárias.

b. O segundo aspecto diz respeito à atenção ao que o Espírito dia às Igrejas, à universalidade de toda a Igreja. E olhando com calma os textos sagrados, descobrimos que o Espírito pede que avancemos como testemunhas do ressuscitado. Isto significa enfrentarmos os desafios de cada comunidade na certeza de que não estamos sozinhos. E que mesmo morrendo, a missão continua. Não somos os primeiros, e nem seremos os últimos. A missão não tem fórmula pronta. Temos que nos abrir às vozes do espírito e descobrirmos onde ele deseja que cheguemos.

           A páscoa de Jesus já é a nossa vitória. Isto nos capacita para não ficarmos presos e com medo, mas a estarmos sempre ativos e ativas. E convictos de que o ressuscitado caminha conosco através de seu Espírito transformador. Eis a nossa páscoa perene!  

                                                                         Pe. Dr. Gilberto Orácio de Aguiar