É Natal…

É Natal…

É Natal…

Deus se encarna no nosso mundo e passa a ter nome, família,
endereço… Tudo igual a nós. Sente dor, alegria, fome, chora, tem que
caminhar se quiser chegar aos lugares. Pisa a nossa terra. Toca o nosso chão!
Natal é a vivência-celebração de um Deus que não quer ficar somente
no coração humano. Ele não tem um corpo, ele é um corpo. As suas
experiências são as nossas experiências cotidianas: alegria, tristeza, dores,
desafios, desolação, solidão, morte…
Deus se encarnando na nossa vida passa a ser um escândalo. Nunca
vimos coisa igual: um Deus criança. Um Deus com corpo humano.
O Natal não pode ser celebrado num único dia. Ele não é uma simples
festa. Ou um simples acontecimento histórico. O Natal é uma realidade que
ultrapassa nosso entendimento e o limite do tempo estabelecido pelo relógio
e/ou fusos horários estabelecidos pelas convenções internacionais. O Natal
está fora do tempo de nosso relógio para que possamos vive-lo todo o tempo
disponível.
Portanto, será Natal enquanto houver vida se doando e se
transformando. Num mundo que cada dia mais opta pela indiferença, o Natal
acontece quando a outra pessoa se faz presente no nosso universo cotidiano.
Quando a outra pessoa se tornar diferente de uma pedra, de um objeto, de um
animal, então será Natal. E isto poderá acontecer todos os dias de nossas
vidas. Feliz Natal!
Pe. Gilberto Orácio de Aguiar